CHAVANTES TERRA QUERIDA

Chavantes terra querida, de mui saudosas lembranças, cidade de minha vida, de meus tempos de criança...

HARPAS PARAGUAIAS NO POSTO CHAVANTÃO
Lembro também, que na plataforma do Posto Chavantão sempre ficavam alguns paraguaios, mexicanos e ou peruanos que tocavam suas Harpas Paraguaias.


Lembro com muita saudade aqueles tempos de criança, na Rua Joaquim Alves Faria, no terreno baldio onde hoje está construída a Igreja São Pedro. (antes) Da roça de milho do Japones Nakagawa e mais distante do Campinho do Operário. Meus amigos, alguns ainda permanecem por aqui outros a gente encontra de vez em quando (moram em outras cidades) e outros desapareceram (O Job, Marcão Bozó, Mara, Reinaldo, … Zé Adriano, Paulo Roberto, Baianos Gemeos… a gente saía a procura de “maria preta” aquelas bolinhas pretas que parecem umas jaboticabinhas, enchia o canecão e a D. Valdete tinha aquela paciencia de deixar a gente sujar o liquidifador e bater… Ah e as saladinhas de mentruz, nabos do mato…kkkk…

------------------------------------------------------------------------------------------------------------
A CASA DOS LEBRÉS era muito longe (lá perto da pista) não tinha nenhuma construção por perto… não tinha água e luz e as pessoas são estas gentes de bem que a gente conhece hoje….e a gente andava, andava muito até chegar lá onde tinha muitas abobrinhas plantadas… (continuo) Eu era (sou) amigo dos Lebrés…
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
MAIS SOLTOS QUE OS FILHOS DA CARMELA – Ah esta expressão era muito usada e quero falar disso… Onde eles estão? Quem
são Eles? – Muitas das mães de nossa época de criança usava a expressão para dizer dos  que os filhos não paravam em casa, ficava só nas ruas, não tinha hora pra voltar. Mas eu conheci os filhos da Carmela, o Cristiano, o Ulisses, a Eliana, A sandra, o Marcos… pessoas de bem, gostavam de molecagem mas sabia respeitar os mais velhos, principalmente os professores… O Cristiano “Pintado” inteligente e estudioso, não importava com as orelhas no caderno e sim com o conteúdo em suas páginas. Sempre tirava as melhores notas.. hoje é funcionário do Estado, passou num concurso concorrido e é Oficial da Secretaria de Administração Penitenciária. O Ulisses foi vitimado por acidente na empresa que estava trabalhando … os demais vou buscar notícias… mas dever estar soltos… em liberdade, vivendo a vida feliz e certamente buscando seus objetivos…. Eu era (sou) amigo dos filhos da Carmela ...
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
A HORTA DO SEU JORGE – Onde hoje está construido o Banco do Brasil, existia uma grande horta que era cuidada pelo Seu Jorge Lourenço. Tinha grandes canteiros de cenouras e a gente furava a cerca para peghar cenoura e saia comendo, e pelos cantos da boca parecia chocolate, mas era terra da cenoura sem lavar… Um dia o “téinho ” e o saulinho estava passando no corredor do antigo colégio após ter arrancado cenouras da horta e levou uma lambadas de “reios” do seu Jorge. Saiu correndo todo marcado… Eu também colhi verduras naquela horta…
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
CAMPINHO DO SEU PEDRO – Onde está hoje o posto de saúde era o “campinho do seu pedro”. O professor Pedro cuidava do campinho com muot carinho e organizava jogos “peladas” entre os alunos e outros amigos. Na esquina da rua Major Dias Grillo e Av Conceição, tinha uma linda árvore com galhos grossos e longos onde sentáva
mos para assistir as peladas de futebol. Na frente onde hoje está o Ginásio de Esportes era o local onde instalava parques e circos…. Um dia um jovem, se não me engano, de nome Darcy escapou da cadeira do Chapéu mexicano do parque e foi atirado bem longe na direção da rodoviária… Eu brinquei bastante naquele campinho…
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
O PRIMEIRO CARRINHO DE CACHORRO QUENTE – A Dona Suely Torres, professora de Português trouxe o Nenzico lá do bairro do Inhumas e descobriu que era um negrinho muito esperto. Comprou um carrinho de cachorro quente – nunca mais vi e comi um igual aqueles – com um guarda sól bem grande e na frente da Escola Ernesto Fonseca, fazia uma fila enorme. O primeiro que comi foi com o dinheiro que a própria professora deu para mim., depois que descobri que era para que a fila aumentasse e chamasse a atenção de quem passasse por perto… Eu comi os primeiros chachorro quente do Nenzico…
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
O MURO DO PARQUINHO - existia um muro todo torto em zig zag no parquinho. O Marciano da Banda do Zézinho Rúbio, sentava em cima
dele onde era o ponto do ônibus da CESP em frente ao Clube Ouro Verde e lá com seu instrumento musical Piston tocava musicas do Roberto Carlos. “Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar” … As pessoas paravam para ouvi-lo. Aquele muro era ridículo, torto e pintado de roxo. Quando o Pedro Luiz mandou derrubar para dar lugar ao Lanchódromo, alguns saudosistas tentaram impedir… Teve até um velho que sentou em cima dizendo que aquele muro ninguém derrubava… Hoje está o Lanchódromo e precisamos ter coragem de derrubar denovo e contruir uma praça de alimentação bem bonita… Eu sempre sentava naquele muro….
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
PISCINA CAMPINHO DA SERMEC E O BARIZÃO – O Campinho de futebo da Sermec era fechado com cerca viva, daquela que dá
 flores vermelhas e amarelas. A criançada furava a cerca e começava correr na grama, sempre atrás de uma bola, muitas vezes furada e murcha. Daí vinha o Barizão, um senhor rude empregado da Sermec que trabalhava na conservação do campo e tocava as crianças do local. Muitos Jogadores famosos do Palmeiras comemoraram a vitória do Paulistão de 76 naquele campinho: Lembro do Rosemiro, que pediu pra mim ir comprar um litro leite "em saquinho" (aquela época não tinha de caixinha) no Bar mo Moura, onde hoje é a garagem da Terezinha da Incomar. Na piscina morreram duas pessoas: Uma menina que pegou no fio da máquina de cortar grama e o Zé “Dente de Ouro” filho da dona Jandira e do Seu Mané e irmão do Domingos. Eu brincava bastante naquele campinho…
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

CONSTRUÇÃO DA IGREJA SÃO PEDRO – A obra ficou parada por alguns anos. E lá a criançada brincava na construção. Tinha uma escada de acesso a uns quartos no fundos e lá morava uma anadarilho por nome Jó Pereira de Oliveira. A gente sentava perto dele e escutava as histórias de uma pessoa que tinha perdido a família. Lembro de um dia que as crianças estavam correndo em cima da parede da construção – um perigo – e lá de cima perdeu o equilibrio e veio abaixo o Marcos Bozó, filho do miranda tio do Gil Baiano. Por sorte ele caiu em cima de um andaime de madeira que imediatamente despregou a tábua e amorteceu-o até ao chão. Nada sofreu e ainda saiu contando papo. A pedra fundamental da construçção os baianos gêmeos enterrou em frente ao portão de sua casa antes de passar o asfalto. Eu brincava muito naquela construção…
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

IMPLANTAÇÃO DO DDD – Antes os telefones eram de uma só tecla. A gente apertava e falava com a telefonista que ficava na central, uma casa na Rua Cel. Julio Silva, Hoje escola dominical da Igreja Presbiteriana Idependente. As mulheres que trabalhavam lá é que transferiam as ligações para as casas e também fazia as chamadas e transferiam para quem estava ligando. Então em 1982 foi instalado os aparelhos de DDD e os numeros passaram para o prefixo “42 e o mais quatro número… o do depósito do Mariotto era 53 e passou a ser 42-1053, o da Manoel Rodrigues era 01 e passou a ser 43-1001… Mas quando estava tdo certo para ser inaugurado aconteceu uma mulecagem… Um amigo travesso por nome Cláudio, o Técão, entrou dentro de uma gabine embaixo da rua e puxou quase todos os pontos de ligação, que era um emaranhado de fios e deixou tudo desligado. Foi um corre corre danado na TELESP para religar tudo de novo.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

VIAÇÃO PÁSSARO AZUL – A única empresa que entrava na cidade era a Viação Passaro Azul, que fazia a linha Carlópolis, Ribeirão Claro, Irapé, Chavantes Ourinhos – não me lembro se ia para Ipauçu e Santa Cruz. O Ponto de ônibus era na Praça dos Expedicionários em frente ao Cinema e depois mudou para a grama em frente a Prefeitura. A Edelza (irmão do Paulo e do Povão da Eletrodom) que trabalhava na venda de passagens. Eu viajei de Pássaro Azul…
PRAÇA DOS ESTUDANTES – Inaugurada em 11 de Agosto de 1.980 (dia do aniversário dos baianos gêmeos). Nóis estavamos lá e cantamos a música escrita e interpretada pela professora Suely Torres.. “Hoje acordamos muito contentes só porque… tivemos o nosso nome escrito numa praça… A Nossa Praça,.. As nossas Flores, … Os nosso bancos,… O Nosso Jardim,… Ela é tão bela e a deixaremos para sempre bela assim…” plantamos as árvores, as palmeira imperial que lá estão enormes e viçosas, trazendo a saudade de meus tempos de criança… Eu ajudei plantar as palmeiras da Praça dos Estudantes…

2 comentários:

Fabião disse...

Legal!
Eu também participei de quase tudo um pouco antes, pois vim para São Paulo em julho de 1975. O pai de uma namoradinha me encheu tanto, que desiludido, arrumei as malas, pedi demissão na Sermec e vim embora!
Eu sou o Fábio Prosdocimi, um dos filhos da Carminha, não Carmela, sobrinho do Zézinho Rúbio. Ds filhos da Carmela e Hélio Surubim, faltou você citar o Cesar, um artista, o mais inteligente deles todos! Mas, quem é você?

Anônimo disse...

Chavantes é meu berço ...